segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


  O DOSVOX é um sistema para microcomputadores da linha PC que secomunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, destemodo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim,um alto grau de independência no estudo e no trabalho.O sistema realiza a comunicação com o deficiente visual atravésde síntese de voz em Português, sendo que a síntese de textospode ser configurada para outros idiomas.  

O que diferencia o DOSVOX de outros sistemas voltados para uso pordeficientes visuais é que no DOSVOX, a comunicação homem-máquina é muitomais simples, e leva em conta as especificidades e limitações dessas pessoas.Ao invés de simplesmente ler o que está escrito na tela, o DOSVOX estabeleceum diálogo amigável, através de programas específicos e interfaces adaptativas.Isso o torna insuperável em qualidade e facilidade de uso para os usuáriosque vêm no computador um meio de comunicação e acesso que deveser o mais confortável e amigável possível.

  Grande parte das mensagens sonoras emitidas pelo DOSVOX éfeita em voz humana gravada. Isso significa que ele é um sistema com baixo índice de estresse para o usuário, mesmo com uso prolongado. Ele é compatível com a maior parte dos sintetizadores de voz existentespois usa a interface padronizada SAPI do Windows. Isso garante queo usuário pode adquirir no mercado os sistemas de síntese de falamais modernos e mais próximos à voz humana, os quais emprestarão aoDOSVOX uma excelente qualidade de leitura.  

O DOSVOX também convive bem com outros programas de acessopara deficientes visuais (como Virtual Vision, Jaws, Window Bridge,Window-Eyes, ampliadores de tela, etc) que porventura estejaminstalados na máquina do usuário.O DOSVOX contava em dezembro de 2002 com cerca de 6000 usuáriosno Brasil e alguns países da América Latina. Nesta época, o número deusuários que acessava a Internet era estimado em cerca de 1000 pessoas.


  O Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em alto relevo. O deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos relevantes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, números, sinais matemáticos e notas musicais.

Teclado em braille: 

 

AUDIODESCRIÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS:

POR UM MODELO DE AUDIODESCRIÇÃO BRASILEIRO PARA A MÍDIA

  A Audiodescrição (AD) pode ser definida como a técnica utilizada para tornar o teatro, o cinema, a TV, bem como obras de arte visuais, acessíveis para os cegos. Seria a tradução das imagens. A tradução é colocada entre os diálogos e não interfere nos efeitos musicais e sonoros. No caso de obras de arte (pintura, escultura), seria a descrição da composição das telas e as técnicas utilizadas. A AD ainda não é utilizada no Brasil, apesar de estar prevista pela portaria número 310 de 27/07 de 2006 (Diário Oficial da União de 28/07/2006).

  Diferentemente da legenda fechada para surdos, a tradução audiovisual para cegos e pessoas de baixa visão, ou audiodescrição (AD), ainda não foi introduzida no Brasil. A AD pode ser definida como a técnica utilizada para tornar o teatro, o cinema, a TV, bem como obras de arte visuais, acessíveis aos cegos. Trata-se de uma narração adicional que, no caso do cinema, da TV e do teatro, descreve a ação, a linguagem corporal, as expressões faciais, os cenários, os figurinos. Seria a tradução das imagens. A tradução é colocada entre os diálogos e não interfere nos efeitos musicais e sonoros.

  A noção da AD como tradução é de fundamental importância para o seu reconhecimento como trabalho intelectual, pois vai muito além do que a descrição de informações percebidas pela visão. Questões técnicas, lingüísticas e fílmicas precisam ser observadas para que se possa realizar a audiodescrição. As respostas a essas questões dependem do gênero da obra a ser audiodescrita.